Archive Page 3

leave on…

02Jul08



“Alguns filósofos têm idéias tão independentes que é absolutamente impossível encaixa-los em uma corrente de pensamento. É o caso do canadense Marshall McLuhan. Um dos pesquisadores de comunicação mais criticados de todos os tempos, e também um dos mais influentes, McLuhan criou teorias que delinearam nossa visão de mundo e nos fizeram ver com outros olhos os Meios de Comunicação de Massa. Seu pensamento pode ser resumido em três teorias: os meios de comunicação como extensões do homem, os meios são as mensagens e aldeia global.

Para McLuhan, o homem age sobre a natureza criando extensões de seu próprio corpo. Uma metáfora disso nos foi apresentada no filme 2001 – uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick. Vários antropóides estão guerreando quando um deles tem a idéia de pegar um osso e utiliza-lo como arma. Rapidamente ele percebe que aquela extensão de seu braço era mais eficiente do que o braço em si. Ao final da cena, ele joga o osso para cima e este se transforma em uma nave espacial.

Kubrick queria dizer que o mesmo princípio unia tanto o osso quanto a espaçonave: ambas eram extensões do corpo humano. Se o osso era extensão do braço, a nave era uma extensão do pé. Isso mesmo: o pé. Qualquer forma de transporte, seja um cavalo, uma carroça, um navio ou um avião, nos ajuda a nos movimentarmos e, portanto, é mais eficiente que simplesmente andar.

Da mesma forma, quase tudo que temos à nossa volta é uma extensão de nosso corpo ou de nossos sentidos. A roupa é extensão da pele, a faca é uma extensão dos dentes, o livro é uma extensão de nossa memória. Assim, todo meio de comunicação também é uma extensão: o rádio da boca (para quem fala), do ouvido (para quem ouve), a televisão dos olhos e do ouvido, o computador de nosso cérebro, etc.

Outra teoria importante de McLuhan foi expressa na frase “os meios são as mensagens”. McLuhan queria dizer que não fazia sentido estudar os conteúdos do rádio, da televisão ou da internet. O importante é que todo meio de comunicação modifica a psicologia a forma de organização social das pessoas que o utilizam.

Para McLuhan, “a mensagem de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, cadência ou padrão que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas”.

Para exemplificar, é possível voltar à época em que o homem se organizava em pequenas aldeias. Nesse período, a comunicação era predominantemente oral. As pessoas recebiam informações pelo ouvido e olho era um sentido a mais que nos permitia, por exemplo, captar o gestual de quem falava. Havia um contato direto entre o emissor e o receptor. Além disso, era uma comunicação com envolvimento e voltada para a prática. Ao ensinar o neto a pescar, o vovô não gastava horas falando sobre os aspectos teóricos do pescar. Ele pegava anzol, caniço, isca e, ao mesmo tempo em que falava, mostrava para o garoto como se fazia, e este, em seguida, repetia a ação.

O tipo de comunicação utilizado não permitia que as pessoas se organizassem em grupos muito grandes, pois a aldeia, segundo definição de McLuhan, é o grupo de pessoas que consegue ouvir o líder. De fato, entre os indígenas brasileiros, quando um agrupamento se torna muito grande, ele se divide em duas aldeias.

A invenção da escrita mudou tudo. Com um novo e eficiente meio de comunicação, foi possível criar grandes agrupamentos humanos. Além disso, os líderes, que até então tinham poder relativo, tornaram-se reis com poder absoluto. Através da escrita eles podiam enviar suas ordens a todos os súditos. Por outro lado, através dos escribas, o governante podia controlar a produção de riqueza e instituir impostos. A escrita inventa também o universo classificador, em que todas as coisas definidas pelas classes nas quais se encaixam. Esse universo trabalha com categorias mutuamente excludentes e hierarquicamente organizadas. Assim, um gato, no universo classificador, é um animal, vertebrado, mamífero, felídeo, etc…

Antes da escrita havia apenas os universos relevante (em que as informações são definidas pela importância que têm para cada pessoa) e relacional (em que as informações são definidas pelas suas relações com as outras coisas). Por exemplo, para o universo relacional, o gato é o animal que caça o rato.

O universo classificador criou condições para o surgimento da burocracia e do exército, com sua hierarquia.

Nova revolução ocorre quando é inventada a imprensa. Com essa nova forma de comunicação, as informações se popularizaram e agora cada pessoa podia ler o seu livro ou o seu jornal sozinho (antes era mais comum que as pessoas lessem em grupos). Com isso surge a idéia de individualidade e de direito autoral. Como os impressores achavam mais rendoso publicar nas línguas nacionais do que em latim (já que o público era bem maior), a imprensa também acaba criando a idéia de nação e de nacionalismo. A popularização da informação tira dos mosteiros o papel de detentores da informação. Tudo isso enfraquece o poder do Papa e cria condições para o surgimento das monarquias absolutas e do protestantismo.

McLuhan chamou Galáxia de Gutemberg a esse mundo criado pela imprensa.

O pensamento linear, que já se delineava no mundo da escrita, torna-se o padrão na Galáxia de Gutemberg: todas as coisas devem ser organizadas de forma que haja uma relação de início, meio e fim, como, aliás, acontece com os livros.

McLuhan percebeu que em sua época (década de 60), uma nova revolução estava se delineando motivada pelos novos meios de comunicação de massa, em especial a televisão. Para ele, a TV e o rádio estavam devolvendo o ouvido ao homem, que havia caído em desuso na Galáxia de Gutemberg.

Por outro lado, a TV, por ser um meio frio (de baixa resolução), levava a um maior envolvimento por parte do receptor, da mesma forma que ocorria na época em que vivíamos em aldeia.

Para o filósofo canadense, a TV e as canções pop estavam novamente unindo pensamento e ação. Isso podia ser percebido nos protestos contra a guerra do Vietnã. O fato de a TV mostrar as atrocidades cometidas pelos soldados norte-americanos levou a população dos EUA a se mobilizar contra a guerra. O exercito norte-americano sabe muito bem dessa força da imagem televisiva, tanto que na Guerra do Golfo impediu as emissoras de TV de mostrarem detalhes do conflito.

Com a criação da internet um novo mundo começa a se delinear. O surgimento de uma rede de comunicação impossível de se controlar, na qual os emissores também são receptores, muda muita coisa. Recentemente li uma matéria sobre um grupo de pessoas em diversos países que distribui pela internet informações que são ignoradas ou distorcidas pela televisão e outros meios de comunicação.

Isso nos leva a outra teoria de McLuhan: a idéia de aldeia global. Se, nos primórdios da humanidade, uma aldeia era definida pela quantidade de pessoas que podiam ouvir o líder, hoje o mundo todo pode ouvir as comunicações de uma liderança. Da mesma forma que na aldeia todos sabiam todos os acontecimentos de forma quase instantânea, hoje se sabe de tudo a velocidade incrível.

Os atentados terroristas que demoliram os Word Trade Center demonstraram isso bem. O mundo parou para ver esse fato. Para se ter uma idéia do alcance do acontecimento, no dia seguinte, na capital do Camboja, houve uma cerimônia budista pelas almas das pessoas que morreram nos atentados. Uma foto dessa cerimônia mostrava uma garotinha cambojana segurando uma bandeira dos EUA. Os atentados de 11 de setembro mostram que McLuhan estava certo: o mundo é cada vez mais uma aldeia e cada vez mais as fronteiras nacionais deixam de ser importantes”

Gian Danton
Macapá, 4/10/2002


“The first one is the comprehension that each sort of media is
in fact some extension of man himself. For example,
the wheel is an extension of our foot, the radio an
extension of our ear, the electrical networks an extension
of our nervous system, etc. This radically
means that man and media are a whole in a certain
sense, an inseparable unit.”

White paper here


Estava lendo um texto do Pierre Levy que me lembrou uma professora do curso de CIência da Informação nos contextos da modernidade e pós modernidade na Usp. Ela mencionava sempre os sistemas e conceitos durante as aulas e percebi que para acadêmia, pelo menos ali naquela sala, essas “duas coisas” eram imprescindíveis para organização da informação. Entendo essa “organização da informação” mas no cyberespaço a coisa é um pouco diferente. Não discutimos muito isso no curso… anyway, vamos ao trecho do Pierre Levy:

Os sistemas e os conceitos estão doravante cedendo terreno aos finos mapas das singularidades, à descrição detalhada dos grandes objetos cósmicos, dos fenômenos da vida ou das matérias humanas. Tomemos todos os grandes projetos tecnico-científicos contemporâneos: física das partículas, astrofísica, genoma humano, espaço, nanotecnologias, acompanhamento das ecologias e dos climas… estão todos suspensos ao ciberespaço e às suas ferramentas. Os bancos de dados de imagens, as simulações interativas e as conferências eletrônicas permitem um melhor conhecimento do mundo do que a abstração teórica, relegada ao segundo plano. Ou melhor, eles definem a nova norma do conhecimento. Além disso, tais ferramentas permitem uma eficaz coordenação dos produtores de saber, enquanto teorias e sistemas suscitavam antes a adesão ou o conflito. É impressionante constatar que certas experiências realizadas nos grandes aceleradores de partículas mobilizam tantos recursos, são tão complexas e difíceis de interpretar que elas mal ocorrem mais de uma vez. Cada experiência é quase que singular.

Mais


21May08

ali onde os eixos desaparecem ou perdem eficácia onde tudo flutua!

é onde fica a linguagem da folksonomia :)


O fluxo das informações e o que liga uma coisa a outra,

vai além da língua e seus padrões simbolícos,  vai na capacidade de

estabelecimento de elos.


I confessed that I didn’t study information science in this year yet. I’m dedicating my free hours to write a blog about mobile marketing in Brazil.

But when I got something interisting and related to education I’m going to post here. So the movie bellow is so so so great… It’s cricit about the way education are today.


“El signo lingüístico es arbitrario en el sentido que la conexión entre significante y significado no se basa en una relación causal. La prueba de tal afirmación, reside en el hecho que las distintas lenguas desarrollaron diferentes signos, esto es, diferentes vínculos entre significantes y significados; de otra forma, sólo una lengua existiría en el mundo. Ahora bien, aún aceptando la arbitrariedad del signo en lo que respecta al vínculo entre significante y significado, es claro que esta conexión no es arbitraria para quienes usan una misma lengua, porque si esto fuera así, los significados no serían estables y desaparecería la posibilidad de comunicación.

El principio de arbitrariedad opera en forma conjunta con el segundo principio de Saussure que afirma que el significante siempre es lineal. Lo que significa que los sonidos de los cuales se componen los significantes, dependen de una secuencia temporal.

Saussure afirma que el funcionamiento del lenguaje depende de la linealidad y que esto tiene importantes consecuencias dado que la linealidad impide ver u oír varios significantes simultáneamente. Mientras que la linealidad del significante es una cadena, la arbitrariedad que entre ambas partes del signo es un vínculo único.”

FROM: Comunicacion


I’m a tag

18Apr08

I’m a tag,

if I have the rigth to think about the way my brain works…

it’s aplicatable in all access, include mobile

context.

I saw this movie a “long time ago” and it’s all conecting